O advento da Proclamação da República e o fortalecimento de ideais positivistas, fomentou a necessidade de criar uma nova capital que representasse o desenvolvimento e a modernidade, rompendo com o passado colonial que Ouro Preto representava. Consequentemente, na última década do século XIX, Ouro Preto deixava ser a sede administrativa do Estado de Minas Gerais.
Em nome da mudança, Belo Horizonte foi construída às bases do Arraial Curral d´EL Rei, lugarejo símbolo do regime monárquico. O projeto da nova capital cumpria com as aspirações do Republicanismo brasileiro, pautando-se no progresso. O projeto foi apoiado pela elite política mineira, e a empreitada contou com a participação de uma equipe composta por arquitetos e engenheiros, os quais deram origem à “Comissão Construtora da Nova Capital”, chefiada pelo engenheiro civil Aarão Reis.
Inaugurada em 12 de dezembro 1897, a nova capital assume seu papel de “cidade moderna” desde o seu planejamento. No início do século passado foi apelidada de “a noiva da republica”, mas com o passar dos anos Belo Horizonte tornou-se palco das inovações culturais. Novidades observadas principalmente na arquitetura, como um bom exemplo deste amalgama cultural foi a construção religiosa que atualmente é o nosso Santuário Arquidiocesano São Francisco de Assis.
Parabéns, Belo Horizonte!
Texto: Luciana Araújo – Historiadora no Memorial da Arquidiocese de Belo Horizonte
Imagem: Julia Pinheiro